O Seminário

O Projeto Amazônia SAR começou a ser elaborado em outubro de 2013, a partir dos resultados das detecções utilizando imagens coletadas por sensor radar aerotransportado pela aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB) e nas discussões com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Identificou-se na ocasião o alto custo financeiro, a reduzida frequência de monitoramento e a limitada área de recobrimento. Por outro lado, o Censipam consolidou uma equipe de 15 especialistas na análise e interpretação de dados de radar nas bandas L e X. Considerando as alternativas orbitais em radar existentes no mercado, a capacidade de recursos humanos instalada no Censipam e a complementariedade ao trabalho realizado pelo INPE, bem como a necessidade de obter a capacidade de monitoramento sistemático em área compatível com a realidade da pressão sobre a floresta, nasce o Projeto Amazônia SAR que ao ser implantado dará origem ao Sistema Integrado de Detecção de Desmatamento com Radar Orbital – SipamSAR.

O Projeto tem o suporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implantação de infraestrutura multissatelital, capacitação de recursos humanos e permitirá o monitoramento de até 6 milhões de Km2 por ano, nos meses de alta densidade de nuvens com imagens/telemetria de radar orbital. A gestão e acompanhamento dos resultados do monitoramento com radar ocorre no âmbito do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que reúne os órgãos de segurança. Operacionalmente o Projeto é acompanhado pelo Censipam, Ibama e INPE.

O Conselho Deliberativo do BNDES, no dia 20 de junho de 2015, aprovou o Projeto Amazônia SAR, com recursos não-reembolsáveis do Fundo da Amazônia, que suporta projetos voltados para prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

Assim sendo, o Projeto Amazônia SAR tem a finalidade de prover os bens e serviços necessários a operacionalização do SipamSAR, que permitirá a emissão de alertas sistemáticos de desmatamento, no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, de forma complementar ao DETER do INPE.

4º Seminário de Monitoramento Integrado com radar Orbital 2019

O 4º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital 2019 está sendo planejado com o propósito de divulgar os resultados do Projeto Amazônia SAR, debater novas tecnologias e aplicações para detecção desmatamento por radar orbital, entre outras, e discutir fluxos e métodos de configuração, programação, recepção, gravação, processamento, tratamento, visualização, armazenamento e catalogação dos dados. Com isso, espera-se disseminar o uso de imagens de radar orbital no monitoramento florestal e outras aplicações para a comunidade científica, especialista no tema e aos órgãos federais, estaduais e municipais, com atuação na Amazônia.

O SipamSAR será composto por vários subsistemas: antena, tratamento e visualização, gravação, catálogo, telecomunicações, logístico e complementares. O SipamSAR permitirá que o Censipam passe a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é baixada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez no alerta.

Neste contexto, o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia ganha reforço, pois, o Censipam realiza o monitoramento da Amazônia durante o período de alta densidade de nuvens (de outubro a abril) com radar orbital, de forma sistemática, com tecnologia que permite observar o desmatamento no início, a partir de uma supressão de 0,5 hectares, com repetitividade de acompanhamento da mudança de 5 a 15 dias, em qualquer clima, durante o dia e a noite. Os alertas são emitidos para o Ibama montar operações de fiscalização. Após as operações as imagens estarão disponíveis no acervo do Censipam e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para compor os dados do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real na Amazônia (DETER).